| Stéphane Vigny realiza Savoir-Forme, sua primeira individual no Brasil |
| Ter, 10 de Novembro de 2009 20:46 |
O artista parisiense é dos mais promissores de sua geração. Seus trabalhos já foram exibidos em galerias francesas e no renomado museu de arte contemporânea Palais de Tokyo.A exposição no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, apresentará obras recentes, inéditas e especialmente desenvolvidas para o espaço Tão pouco conhecido quanto surpreendente. Talvez essa seja a melhor definição para o primeiro contato do espectador com o universo de Stéphane Vigny. Aos poucos, surgirão os referenciais como a idéia de ready made como objeto de arte, introduzido por Duchamp, as interseções com a produção contemporânea brasileira e o humor bem particular do artista que abre sua primeira exposição no Brasil no dia 14 de novembro, no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. Os contatos iniciais entre artista e instituição foram há mais de um ano, esboçando possibilidades que - pela natureza das obras e da proposta do Museu Inimá de Paula – fogem do recorte visto até então no campo das artes visuais neste Ano da França no Brasil. O curador Júlio Martins apresentou a Stéphane Vigny trabalhos de brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Ligia Pape, Waltércio Caldas, Cao Guimarães, Cildo Meireles, José Damasceno e Iran do Espírito Santo, que se apropriam de objetos cotidianos transformando-os em arte. Nessa troca, Vigny já se apropriaria do conceito de gambiarra tão usual no contexto artístico brasileiro e assim decidira homenagear na mostra o artista carioca Waltércio Caldas em sua obra “A emoção estética”. O artista realizou uma residência em Belo Horizonte por um período de um mês, quando pode observar de perto o cotidiano que serviria como inspiração para novas obras (site specific). Trabalhos recentes e de importantes colecionadores, como “Fuzis”, também estarão em exibição. Dentre os destaques: “Cadeiraraigné” (aranha), uma cadeira de escritório que tem os pés alongados até a parede, o que a torna desfuncional; a “Caixa de Som Acucostica”, que combina o relógio cuco com uma caixa de som; “Vintage”, uma bateria feita com tonéis de vinho, cuja utilidade vai além da contemplação, e “Barreira anti-rebelião estilo Luiz XV”, propondo um comentário crítico e um novo jeito de enxergar um instrumento repressor. Com uma série de atividades programadas para os próximos meses, a exposição que tem o patrocínio da Cemig e do Governo de Minas fica em cartaz no Museu Inimá de Paula até 13 março de 2010. Visite também o site do artista: http://stephanevigny.free.fr/ STÉPHANE VIGNY – savoir-forme DE 14 DE NOVEMBRO DE 2009 A 13 DE MARÇO DE 2010 CURADORIA: JÚLIO MARTINS LOCAL: MUSEU INIMÁ DE PAULA – RUA DA BAHIA, 1201 – CENTRO MAIS INFORMAÇÕES: 3213-4320 Ingressos: Inteira – R$ 5,00 Estudantes - R$ 2,50 Menores de 10 anos – Gratuito maiores de 60 anos - meia entrada Horário de funcionamento do museu: terça: 12h às 18h quarta e sexta: 10h ás 19h quinta: 12h às 21h sábado: 10h às 19h domingo: 12h às 19h |
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